É apenas mais um blog e uma mente inquieta tentanto encontrar um lugar para registrar os oscilantes pensamentos. Não me importo tanto se alguém vai ler o que escrevo ou mesmo concordar. Apenas amanheço e anoiteço pensando que, sim, eu posso registrar,não minhas memórias, mas as minhas inesquecíveis lembranças! Estou aqui. Até quando achar que devo.
sábado, 21 de junho de 2014
O FIM DA ESPERA CHEGOU!
Hoje eu vim falar de vida!
Estava devendo essa postagem desde ontem, e embora no meu pensamento e no coração tudo parecesse já escrito, faltava publicar. Como ainda não inventaram (ou inventaram e eu não sei???) nenhum aplicativo que enquanto você pensa no que deseja escrever nos blogs ou nas redes sociais, basta piscar os olhos e plim, está publicado, vou ter que fazer isso da forma mais primitiva: escrevendo mesmo, o que me dá um prazer enorme!
Ontem uma onda de valentia, ciência de vida e nobreza, invadiu um adocicado hospital em Maceió e conferiu alguns dos títulos mais nobres a pessoas muito queridas da minha seleta lista de amigos.
Pai, mãe, tia, avô e avó foram os títulos definitivos e irrevogáveis, entregues com honra por um ser de 49 cm à Nicholas, Débora, Evelyne, Viviane, Robson e Zeny.
Eu não estava lá, mas juntei o meu coração ao deles através da tecnologia e pude acompanhar quase em tempo real, o tsunami de emoções!
Eu os conheço e sei que não sonegaram emoções, amor, abraços... E eu daqui só imaginando... Claro, chorando junto!
Hoje eu queria dizer poucas coisas, até porque, quem deles vai se importar, nesses primeiros dias (que podem durar meses!) em tirar os olhos de Valentina pra olhar para uma tela fria? Contudo, quero registrar minha alegria por ter visto chegar esse momento singular para essa família que amo tanto!
Sou mãe, sou tia e sou avó. Já senti todas as emoções que eles estão sentindo pela primeira vez! Nicholas e Débora como pais, Evelyne e Viviane como tia, Robson e Zeny como avós.
Cada grupo de vcs, pais, tias e avós, vão experimentar um amor diferente a partir de agora e que vocês jamais sentiram! E vai ser tão bom e tão intenso que vai parecer que só vocês sentem isso! E, de fato, assim será! Valentina será única (pelo menos por enquanto) para os pais, para as tias e para os avós maternos. Também não será diferente para para os tios e avós paternos e assim, Valentina crescerá cercada de amor e felicidade e terá sustento físico, moral, emocional e espiritual. Valentina nasceu numa grande família!
Aos meus amigos Robson e Zeny, uma palavrinha especial: Sabem de nada, inocentes! Hahahaha... Valentina vai surpreendê-los dia após dia! Vocês não tem ideia do que ela vai fazer no coração de vocês, na vida de vocês, nos pensamentos de vocês! Mas será tudo tão bom e maravilhoso, que vocês nem vão se importar de ganhar títulos como "babões" e "corujas"! Serão ostentados com muito orgulho! Sei disso!
A neta de vocês será a mais linda, fará coisas que "nenhuma outra criança faz!", terá o sorriso banguela mais encantador, mesmo analfabeta (até os 3/4 anos) falará coisas incríveis, como água, mamãe, papai, vovô, vovó, au-au...
E Valentina cantará! Sim, ela cantará! Agora vai virar Quarteto Cruz! Vai gostar de boa música desde...ontem, vai sorrir quando começaram a cantar e dançar pra ela e vai querer fazer igualzinho, mas vai fazer melhor que vocês, preparem-se!
Ah... Estou muito feliz! Sinto-me tia-avó, pedindo uma licença aos irmãos de Robson e Zeny. Mas é assim que me sinto e o meu amor não é menor.
Valentina é um poema de amor! É linda, saudável, terá na sua cabecinha, além dos laços e fitas, muito espaço para aprender com liberdade, de pensar com liberdade, de se expressar com liberdade. Valentina terá valores firmes o que dará a ela essa liberdade.
E então, os dias passarão, Valentina crescerá e todos vocês com ela! Ela os levará a crescer ainda mais!
Parabéns, meus queridos! Estou feliz e queria compartilhar isso com todo mundo. Quando Maria Alice nasceu, muitas coisas nasceram e renasceram em mim e, desde então, minha vida mudou.
Sejam todos bem-vindos à uma nova vida, patrocinada por Valentina Cruz Carvalho!
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Nem tudo hoje é verde e amarelo
Enquanto o Brasil todo respira o clima da Copa, tem muita gente chorando por dores de todos os tipos.
Não quero estragar o clima verde e amarelo de ninguém. De fato o país está em festa, apesar daquelas coisas que todo mundo já sabe, mas não é dessas coisas que venho falar.
Hoje quero falar de ABANDONO DE IDOSO.
Sabe aqueles dias em que você acorda com vontade de expressar sua indignação por alguma coisa e quer que todo mundo saiba? Pois é. Essa sou eu hoje.
Sei que o Dia Mundial de Combate à Violência Contra o Idoso é dia 15 de Junho, mas quero me antecipar 3 dias. Estou com a cabeça em ebulição, o coração triste e sei que não sou uma voz solitária nesse assunto e por isso vou insistir nele e me juntar, cada dia mais, nessa causa.
Existem pessoas (se é que posso chamar de PESSOA) que tem um discurso afirmando que se alguém foi abandonado é porque está colhendo o que plantou, que foi mau para os seus filhos e para os outros e que está tendo o castigo que merece. Eu conheço gente assim. Tenho vergonha disso, mas conheço.
Existem pessoas (e conheço dessas também), que levantam a bandeira de defesa dos animais, conhecem todas as leis de proteção e nas redes sociais divulgam frases impactantes sobre as punições para esses infratores que não merecem perdão e que, por outro lado, abandonam sem qualquer culpa, seu pai ou sua mãe, com aquele discurso que falei acima e ignorando que existem leis que protegem os idosos e que ABANDONO DÁ CADEIA!
Tomei conhecimento da morte de uma idosa, que morreu por ter sido abandonada pelos filhos que discursam essas baboseiras e vivem como se não houvesse amanhã.
Apesar de saber que ninguém morre de véspera, não há nada que justifique filhas abandonando sua mãe, morando em cima da casa dela ou perto, distante apenas algumas casas.
É duro pensar que essas mesmas filhas gastam sem conta em festas em finais de semana com os amigos, casa cheia, comida e bebida à vontade, enquanto logo alí, mais adiante, existe uma mãe que não se move numa cama, que não tem dinheiro para um medicamento, um médico, um alimento... É duro! Nada contra festas, alegria, fartura, bebida. Nada contra. Sou contra a maldade, a injustiça, o desamor, o desrespeito.
É revoltante saber que essa mulher que gerou filhos, que acertou e errou como todas as mães, tenha tido um final degradante, indigno de um ser humano e ainda assim, seus filhos não sintam o menor remorso.
Essa mulher viveu por anos sem um mínimo carinho, sem um afago, sem um beijo ou mesmo u ma visita dos netos que moravam próximos e sequer se importavam com ela. Ignoravam sua existência e seus dramas por conta do modelo que seguiam de seus pais e tios.
Embora essa mulher tenha vibrado com a chegada dos seus netos, chorado por eles, rezado por eles, ter tido sempre a preocupação de comprar algum presentinho pra eles, eles também a abandonaram. Seguiram o exemplo à risca!
Essa mulher perdeu um filho de forma violenta e desde então foi sendo vencida pela depressão, sem que ninguém lhe estendesse a mão, lhe desse uma palavra, um conforto. Ali ela começou a morrer também. Diziam a ela que ela precisava reagir, como se fosse assim, fácil. Mas como reagir sem ao menos um abraço, um carinho, um sorriso?
O ambiente que passou os últimos anos de vida era indescritível! Escuro, frio, sombrio, triste, sujo. Suas roupas mal lavadas, velhas, surradas. Nem dá pra falar do banheiro que usava, das roupas de cama... Não dá!
Como não andava mais, não havia quem a levasse a um médico e quando os filhos eram questionados por que ela passava tanto tempo deitada, a resposta era segura: Preguiça! Ela não faz força, não quer melhorar!
Era tratada aos gritos e não podia reagir.
Essa mulher era cuidada por outra anciã, muito mais velha que ela, que mal enxerga e que vive em meio à sujeira, sem cuidados e igualmente só. Era ela quem fazia sua comida, sabe Deus como, quem ajudava um outro filho a trocar suas fraldas, sabe-se lá quantas vezes ao dia. Banho? Nem pensar!
As filhas dizem-se cristãs, mas passam longe de qualquer postulado da sua fé, sua crença, religião, sei lá! Seguiram em caravanas quando da visita do Papa Francisco ao Brasil, mas nesse tempo todo, jamais pediram ao Padre da comunidade que frequentam, que fizesse uma visita à mãe ou rezasse por ela. O problema não está no Papa ou no Padre e os católicos fiéis e verdadeiros não são assim! Conheço muitos e sei que isso não é uma regra.
Hoje não é dia de verde e amarelo. Hoje é dia de preto, de luto nos corações, mas lá, nos arredores da casa dessa senhora, a festa segue sem choro, sem pranto, sem remorso e em verde e amarelo. A vida seguirá melhor agora.
Tive a oportunidade de visitá-la e fazer um pouco por ela, quando vi o quadro que jamais imaginei ver! Devia ter denunciado no momento que entrei naquele ambiente e vi a realidade daquela mulher, mas acreditei na promessa de que alguma coisa já estava sendo feita para melhorar aquele quadro. Não sei se um dia vou me perdoar por ter negado a ela o direito de morrer com dignidade. Eu devia ter denunciado! Eu devia ter denunciado!
Agora, a vida segue em frente com muito mais festa, com muito mais leveza para aqueles que ignoram o ser humano e o consideram numa escala inferior aos animais. Se antes não havia drama de consciência, agora muito menos! Não havia drama de consciência porque nunca houve consciência!
Queria encerrar essa postagem com uma foto que confirma o que meus olhos viram, mas em respeito à memoria dessa senhora e de outros familiares distantes que foram igualmente enganados, achando que tudo estava bem, que tudo estava sendo resolvido, não vou postar. Na internet já tem imagens bem semelhantes e igualmente dolorosas e nada coloridas...
Então, que fique o lembrete: NÃO SE OMITA. DENUNCIE!
sábado, 5 de abril de 2014
Coração Civil
Faz tempo que não venho aqui postar alguma coisa. Pensamentos não tem me faltado, mas falta-me disciplina e tempo pra extrair a polpa.
Hoje enquanto me preparava para ir à rua comprar algumas coisinhas para concluir minhas encomendas, ouvindo o Globo Cidadania, sem poder ver, mas ouvindo, me deparei com um Brasil invisível, desses que a gente não se esforça nem um pouquinho pra saber da existência. Um Brasil que está acima das guerras políticas, de partidos, de ideologias e crenças. Um Brasil de brasileiros anônimos, que preferem investir em crianças e adolescentes, reforçando neles o conhecimento das riquezas históricas, da sua cultura e a preservação da mesma.
Assim, pensei: sou esse Brasil!
Sou o Brasil de rios e cascatas prestes a secar pela inconsciência de muitos brasileiros, mas sou também o que canta pelas vozes dessas crianças ainda não contaminadas pelo saber das ignomínias praticadas pelos poderes, sejam lá eles quais forem!
Sou o Brasil que sofre com a seca do sertão nordestino pelos desmandos imorais dos políticos, mas também da música, poesia, arte e delicadezas.
E assim, prossigo enchendo meu coração e minha mente de esperança quase utopia, mas que me tira do lugar comum das reclamações diárias, das denúncias, da arrogância de achar que esse ou aquele tipo de poder vai resolver os problemas que nos cortam o coração e a alma. Não, não vão! É uma crise de ética e respeito e que, sob o meu ponto de vista, começa em mim e nas pequenas ações que pratico e naquilo que deixo como herança aos meus descendentes.
Mas hoje, quero deixar minha mensagem através da música do Milton, que , em algum momento diz:
"Se o poeta é o que sonha o que vai ser real
Vou sonhar coisas boas que o homem faz
E esperar pelos frutos no quintal
Sem polícia, nem a milícia, nem feitiço, cadê poder ?
Viva a preguiça viva a malícia que só a gente é que sabe ter
Assim dizendo a minha utopia
Eu vou levando a vida, eu vou viver bem melhor
doido prá ver o meu sonho teimoso um dia se realizar
E Eu viver bem melhor"
Pois é. Sou dessas. Escolhi olhar o meu país com outros olhos, não ignorando suas mazelas, compactuando com os erros, mas buscando divulgar também o que é bom, o que é belo e o que pode fazer diferença.
Então, até qualquer dia!
Hoje enquanto me preparava para ir à rua comprar algumas coisinhas para concluir minhas encomendas, ouvindo o Globo Cidadania, sem poder ver, mas ouvindo, me deparei com um Brasil invisível, desses que a gente não se esforça nem um pouquinho pra saber da existência. Um Brasil que está acima das guerras políticas, de partidos, de ideologias e crenças. Um Brasil de brasileiros anônimos, que preferem investir em crianças e adolescentes, reforçando neles o conhecimento das riquezas históricas, da sua cultura e a preservação da mesma.
Assim, pensei: sou esse Brasil!
Sou o Brasil de rios e cascatas prestes a secar pela inconsciência de muitos brasileiros, mas sou também o que canta pelas vozes dessas crianças ainda não contaminadas pelo saber das ignomínias praticadas pelos poderes, sejam lá eles quais forem!
Sou o Brasil que sofre com a seca do sertão nordestino pelos desmandos imorais dos políticos, mas também da música, poesia, arte e delicadezas.
E assim, prossigo enchendo meu coração e minha mente de esperança quase utopia, mas que me tira do lugar comum das reclamações diárias, das denúncias, da arrogância de achar que esse ou aquele tipo de poder vai resolver os problemas que nos cortam o coração e a alma. Não, não vão! É uma crise de ética e respeito e que, sob o meu ponto de vista, começa em mim e nas pequenas ações que pratico e naquilo que deixo como herança aos meus descendentes.
Mas hoje, quero deixar minha mensagem através da música do Milton, que , em algum momento diz:
"Se o poeta é o que sonha o que vai ser real
Vou sonhar coisas boas que o homem faz
E esperar pelos frutos no quintal
Sem polícia, nem a milícia, nem feitiço, cadê poder ?
Viva a preguiça viva a malícia que só a gente é que sabe ter
Assim dizendo a minha utopia
Eu vou levando a vida, eu vou viver bem melhor
doido prá ver o meu sonho teimoso um dia se realizar
E Eu viver bem melhor"
Pois é. Sou dessas. Escolhi olhar o meu país com outros olhos, não ignorando suas mazelas, compactuando com os erros, mas buscando divulgar também o que é bom, o que é belo e o que pode fazer diferença.
Então, até qualquer dia!
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