sábado, 5 de abril de 2014

Coração Civil

Faz tempo que não venho aqui postar alguma coisa. Pensamentos não tem me faltado, mas falta-me disciplina e tempo pra extrair a polpa. 

Hoje enquanto me preparava para ir à rua comprar algumas coisinhas para concluir minhas encomendas, ouvindo o Globo Cidadania, sem poder ver, mas ouvindo, me deparei com um Brasil invisível, desses que a gente não se esforça nem um pouquinho pra saber da existência. Um Brasil que está acima das guerras políticas, de partidos, de ideologias e crenças. Um Brasil de brasileiros anônimos, que preferem investir em crianças e adolescentes, reforçando neles o conhecimento das riquezas históricas,  da sua cultura e a preservação da mesma. 

Assim, pensei: sou esse Brasil! 

Sou o Brasil de rios e cascatas prestes a secar pela inconsciência de muitos brasileiros, mas sou também o que canta pelas vozes dessas crianças ainda não contaminadas pelo saber das ignomínias praticadas pelos poderes, sejam lá eles quais forem! 

Sou o Brasil que sofre com a seca do sertão nordestino pelos desmandos imorais dos políticos, mas também da música, poesia, arte e delicadezas. 

E assim, prossigo enchendo meu coração e minha mente de esperança quase utopia, mas que me tira do lugar comum das reclamações diárias, das denúncias, da arrogância de achar que esse ou aquele tipo de poder vai resolver os problemas que nos cortam o coração e a alma. Não, não vão! É uma crise de ética e respeito e que, sob o meu ponto de vista, começa em mim e nas pequenas ações que pratico e naquilo que deixo como herança aos meus descendentes. 

Mas hoje, quero deixar minha mensagem através da música do Milton, que , em algum momento diz: 

"Se o poeta é o que sonha o que vai ser real
Vou sonhar coisas boas que o homem faz
E esperar pelos frutos no quintal
Sem polícia, nem a milícia, nem feitiço, cadê poder ?
Viva a preguiça viva a malícia que só a gente é que sabe ter 
Assim dizendo a minha utopia 
Eu vou levando a vida, eu vou viver bem melhor
doido prá ver o meu sonho teimoso um dia se realizar 
E Eu viver bem melhor"




Pois é. Sou dessas. Escolhi olhar o meu país com outros olhos, não ignorando suas mazelas, compactuando com os erros, mas buscando divulgar também o que é bom, o que é belo e o que pode fazer diferença. 

Então, até qualquer dia! 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher 2012


Mulher, sexo frágil. Frágil?

O cantor e compositor Erasmo Carlos, num momento inspirado, escreveu uma canção para enaltecer a mulher na qual ele expressa: “dizem que a mulher é o sexo frágil, mas que mentira absurda! Eu que faço parte da rotina de uma delas, sei que a força está com ela...”

Mulheres. Vinicius de Morais poetizou e cantou sobre elas, escritores famosos tentaram defini-las e laureá-las com nobreza, delicadeza e emoção. Em contrapartida, alguns compositores mais preocupados em fama e dinheiro a qualquer preço compuseram músicas (músicas???)com frases  que se repetem como um mantra, em compassos musicais igualmente repetitivos, atentando contra sua dignidade como se fosse um elogio!

Neste Dia Internacional da Mulher, quero voltar meu pensamento às mulheres que talvez nem tenham sido citadas nos versos de algum poeta ou mesmo tenham inspirado canções, mas que estão incluídas na frase da canção do Erasmo: “...sexo frágil... que mentira absurda!”

Essa mulher a que me refiro é aquela que mal abre os olhos depois de uma noite mal dormida ao lado de um filho febril, sob um teto improvisado numa favela qualquer, de qualquer cidade de cartões postais e se depara com um longo dia pela frente, no qual terá que enfrentar extensa jornada até o trabalho, para cuidar de alguma casa que nem de longe se parece com sua, mas que, possivelmente, também é gerenciada por outra mulher que lhe entrega os cuidados da sua casa, uma vez que também depende do trabalho para contribuir com a renda familiar ou mesmo para continuar produtiva e ativa no mercado de trabalho, por algo que lhe garanta segurança financeira e estabilidade futura, e assim, como num elo, vão unindo forças e garantindo a sua sobrevivência, cada uma de acordo com a sua necessidade, num mundo cada vez mais competitivo e desigual.

Essa mulher a que me refiro é aquela que, segregada ao sertão nordestino e oprimida socialmente, diligentemente amanhece e anoitece cumprindo tarefas árduas, a fim de não ver seus filhos morrerem pela fome e miséria, impostas pelo descaso de governantes, ano após ano.  É essa mulher que labuta diariamente, ignorando seu estado de fragilidade e tomando, cada vez mais as rédeas da economia familiar. Ou ainda, aquela que por força das circunstâncias, veem-se obrigadas a abandonar suas famílias por lá para tentar uma vida mais honrosa na cidade grande, enfrentando a saudade, a distância, a solidão, abrindo e pavimentando um caminho  para trazer os seus, resgatando-os da ignomínia.

Essa mulher a que me refiro é aquela que enfrenta a dureza de ver seus filhos envolvidos em drogas, na prostituição ou no crime e ainda assim lutam por dignidade, mantendo viva a esperança de vê-los reabilitados, com direitos assegurados, com trabalho e estudos garantidos. É ela que enfrenta os vexames, a dor, a solidão e ainda encontra tempo para o abraço e carinho ao filho ou filha a quem ninguém dá mais crédito.

Essa mulher a que me refiro é aquela que mesmo negligenciando a beleza e os cuidados com seu próprio corpo, luta por causas justas, pelos direitos conquistados e não cumpridos, por dignidade e ética.  É essa mulher que grita pelas ruas e praças pelos filhos desaparecidos, pelas classes oprimidas, por minorias ignoradas. Elas parecem feias e descuidadas, contudo são imprescindíveis nessa sociedade desfocada.

Sexo frágil... Que mentira absurda!

Existem outras tantas classes de mulheres que se enquadram nessa frase do nosso compositor famoso. Muitas delas dão-se por felizes apenas por estarem vivas diante de condições degradantes e inóspitas. Outras, por estarem em situação um pouco mais confortável, mas não menos desprestigiada. Existem as que lutam contra a doença incurável com bravura e perseverança, as que conquistam espaços reservados quase que exclusivamente aos homens, sem perder a feminilidade, as que abandonam carreiras promissoras para serem apenas mães e esposas ou mesmo lutarem por seus sonhos, mesmo que sob a desconfiança de muitos,

as que sofrem as dores do parto e as que sofrem por jamais poderem gerar um filho... Ah, sexo frágil... Que mentira absurda!

Que sejamos mulheres que consigam destaque, sim, nas canções e poesias, mas que acima de tudo rejeitemos toda e qualquer forma de discriminação, abuso e desrespeito.

Que nossa força se manifeste nas nossas convicções de valores firmes e na luta por justiça social e ética.

Que nossos filhos nos admirem como mulheres sensatas e tratem suas mulheres com igual respeito.

Que nossas filhas, a nosso exemplo, sejam dignas do respeito que conquistamos e que gerem filhos e filhas que façam diferença nas suas gerações.

Que, enfim, alicerçadas em Deus,  sejamos valorosas e úteis na sociedade, encorajando-nos umas às outras, a exercermos nossas força e capacidade em prol de um mundo mais justo e bom.

Beijos à tds!


sábado, 21 de janeiro de 2012

90 anos do Papai - Minha homenagem

Começo este dia, 20 de janeiro de 2012,  com o coração ainda mais cheio de gratidão: O papai completa 90 anos!

Eu não sei o que é completar 90 anos, mas olho pra ele e posso imaginar.

Completar 90 anos é se desfazer dos 89 do janeiro passado e entrar prá turma dos 9ENTA, já pensando em como será no janeiro que vem, que piada fazer de si mesmo aos 91 e ter esperança de rever mais amigos em volta do bolo.

Completar 90 anos é olhar para trás e ver que família e amigos continuam sendo uma riqueza q
ue independe do sobrenome, títulos, graduações... É ser rico de gente!

Completar 90 anos é também ter reunido experiências em um século e atravessar o outro se adaptando às transformações que o novo impõe, sem deixar de usar suspensórios e chapéus, fazendo disso um estilo muito próprio e divertido.

Completar 90 anos é continuar desperto para a vida, aprendendo coisas novas, insistindo em preservar coisas antigas e tentando encontrar um jeito de adaptá-las umas às outras.

Completar 90 anos é não se entregar ao pijama, continuar fazendo contas de cabeça, lembrar a tabuada de 8 e saber usar um celular.

Papai faz 90 anos! Agora é ir se desfazendo ano após ano dos ENTA e chegar ao centenário cheio da bossa carioca, ainda torcendo pelo América e, de preferência, ainda deixando boquiabertos todos aqueles que pensam que a velhice está na idade.

Obrigada, Senhor, pela vida do papai! Ele sempre esteve e estará nas Tuas bondosas mãos, porque o Senhor é quem preserva a vida.
 Aproveito esse espaço para agradecer a tds os amigos, familiares, pessoas que nem o conhecem pessoalmente, alguns só através das minhas redes sociais,  quando posto fatos e fotos dele e da mamãe, atuando na CASA DAS MÃOS ARTEIRAS (que ele chama de exploração do idoso hahahaha..)todas as mensagens de carinho que enviaram a ele.
Cuidamos de imprimí-las, TODAS, com a fonte ampliada, pois a visão dele já está bem comprometida, mesmo copiando das páginas do FB, e-mails, torpedos a fim de que ele, calmamente, pudesse ler cada uma delas e saber o quanto ele é importante prá todos nós.
Em breve, posto as fotos da comemoração bem doméstica que fizemos e vc que mandou sua mensagem, fez parte disso.
Um abração à tds!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Talvez




Talvez isso me console
Talvez isso me apavore
E talvez nem seja nada
Ou talvez isso nem seja
aquilo que, talvez, em mim esteja
Talvez isso ou aquilo
Talvez muito, talvez pouco
Pouco importa se é talvez
Se uma certeza me aquece
De que aquilo que me entristece
Seja apenas só talvez

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Mãe, o que é...?




Sempre gostei de palavras diferentes ou pouco usadas. Gostava e ainda gosto de aprendê-las.

Minha primeira lembrança com uma palavra marcante foi aos nove ou dez anos, não lembro ao certo. Ainda fazia meu terceiro ano da escola  primária quando uma professora, que por algum motivo não me lembro o nome, nos levou a um passeio ao PLANETÁRIO DA GÁVEA. Foi um dia memorável! Lembro bem da minha excitação ao longo do caminho para aquele lugar que marcaria minha vida de forma indelével. 

Mesmo com toda a explicação da professora, o Planetário era muito mais do que ela poderia explicar para aquele pequeno grupo infanto-juvenil. Pelo menos prá mim! Alguns professores ainda subestimam a inteligencia das crianças. 

Lembro bem da chegada, de como exploramos cada metro daquele lugar atapetado,de corredores com iluminação incomum, mas nada se comparou ao delírio de ver o dia amanhecer e anoitecer em tão pouco tempo e à medida que a cadeira se inclinava e nos deixava quase deitados. E eu estava lá, sentada, admirando aquele espaço desconhecido e misterioso. 

Naturalmente ao fim da nossa expedição celeste, deveríamos fazer uma redação sobre o passeio, as experiências daquele dia enfim. 

Cheguei em casa cheia de novidades e ávida por descrever tudo o que vi e rapidamente peguei o caderninho para o rascunho daquela que seria, a meu ver,  a redação da minha vida!

Curiosa, procurei saber mais sobre algumas coisas que vi  naquele céu ilusório. Tive acesso a enciclopédia da época “CONHECER” sobre astros, estrelas, planetas e logo me apareceu o termo: ABÓBADA CELESTE*. Fiquei impressionada com o termo e fui buscar alguém que me explicasse melhor porque eu queria expressar da melhor maneira o que eu tinha vivenciado ali. 

Fiz minha redação num papel almaço, como era de costume, com uma dobra de dois centímetros à esquerda, com uma letra bem bonitinha!  Na manhã seginte, exultante, entreguei à minha professora e fiquei aguardando ansiosa o resultado.

Ouvia meus amiguinhos falando de estrelinhas, da lua, dos planetas, mas ninguém falava da tal ABÓBADA” . E eu só pensava nela...

Não posso hoje, de forma nenhuma criticar aquela professora pelo que fez, mesmo que aquilo pudesse me ter feito desistir prá sempre das palavras. Pelo contrário, ela me desafiou a ser uma eterna buscadora de palavras incomuns ou em desuso por pura falta de preguiça.

Não quero também alimentar  lembranças hostis, mas preciso registrar apenas algumas partes marcantes da sua fala.

- “ Silvinha, meu bem, quem fez esse trabalhinho prá você?”

-“Eu mesma, professora! Respondi orgulhosa.

- “Meu bem, uma criança na sua idade não conhece o termo ABÓBADA CELESTE (estava grifado em vermelho no meu trabalhinho!)

Tive uma infância difícil. Chorava por qualquer coisa. Naquele dia não foi por qualquer coisa. EU SABIA O QUE ERA ABÓBADA!  Antes de saber o que era, logo que li pela primeira vez, na minha cabecinha se materializou uma ABÓBORA e tudo de repente ficou cor-de-abóbora (será que é por isso que, até hoje, essa cor me atrai?)  Mas aprendi o que era! Não era justo!

Quando meu filho mais velho, Thiago, hoje com 27 anos, tinha apenas cinco anos, entrou no meu quarto e me surpreendeu com a pergunta: “Mamãe, o que é psicologia?” Diante do meu evidente embaraço, procurando uma forma de explicar aquela palavra a alguém tão pequeno ele tentou aliviar e foi além:

Não sabe??? Não tem problema. Então, o que é perspectiva????”

Aprender palavras e saber o significado delas enfim, tem uma idade certa para acontecer? Quem pode definir quando podemos aprender sobre as palavras? O que leva os pais a restringir o vocabulário doméstico quando nasce um bebê e toda a casa se desdobra prá conversar aquela conversinha imbecil, tati-bi-tati, até que enfim, o bebê cresça e perca de vez o interesse pelas palavras?

Não sem razão hoje me aventuro na escrita. Não sem razão também o Thiago tem se revelado no mundo da escrita. Confesso que tenho um certo bloqueio para línguas estrangeiras. Talvez se deva ao fato de ainda estar descobrindo novas palavras da minha língua. São tantas palavras...

Nunca mais voltei ao Planetário da Gávea. A única vez, depois de muitos anos, que tentei chegar lá me perdi no caminho...

Agora que cresci, sem meus olhinhos infantis, não sei se terei o mesmo impacto, mas certamente descobrirei uma nova palavra prá revelar meu êxtase, ainda que eu vá só para ver estrelinhas...

Se um dia acontecer, eu conto. Prometo que conto.

Salvador, muitos anos depois, debaixo de um luxuoso céu enluarado, numa segunda-feira, no dia dois de março de dois mil e nove.


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Meu pé-de-cabra


MEU PÉ-DE-CABRA

Estou pensando em vender meu pé-de-cabra. É um pé-de-cabra antigo, é bem verdade, mas tem história... É quase uma relíquia de família e por isso eu penso tanto ainda se me desfaço dele ou não. A gente acaba se apegando a essas coisas e deixa de perceber quando de fato elas se tornam obsoletas. 
Minha mãe usou tantas vezes e talvez da mesma maneira que minha avó tenha usado, que deixou nele algumas marcas, desgastes, e quando, com o passar dos anos, nós outras fomos usando, acabávamos por usá-lo da mesma maneira que minha mãe e minha avó e então... cometíamos os mesmos erros.
Coitada da mamãe! Anos a fio usando aquele pé-de-cabra para tentar arrancar alguma coisa do papai e ele lá... fechadão... Ria, brincava, dançava, bebia, mas quando tinha que falar... E ela lá. Com o pé-de-cabra sempre na mão.
Na verdade ela muitas vezes até conseguiu, com jeitinho todo especial, dando uma forçadinha aqui, outra ali, arrancar alguma coisa.
É engraçado. Às vezes a gente fica observando alguém usar com dificuldade uma ferramenta e fica imaginando que na nossa mão... Ah, seria tudo diferente!
Eu mesma sonhava em um dia poder usar aquela ferramenta de forma diferente. Primeiro, eu tentaria pelo modo convencional, usando a parte reta como uma pequena alavanca para separar as superfícies, depois com um pouco mais de folga, poderia até, se fosse preciso, usar a parte fendida para retirar o prego de uma só vez. Parecia-me tão fácil... Mas, se estivesse me dando muito trabalho, pegaria aquele pedaço de ferro, não usaria nem uma extremidade nem outra: daria uma pancada fatal e pronto! Assunto encerrado. 
Mas como disse, meu pé-de-cabra  tem desgastes, marcas, vícios mesmo. Acabei fazendo tudo igualzinho. Tentando os mesmos métodos, usando a mesma ferramenta antiga, quando já podia desfrutar, no meu tempo, de outras mais modernas. Será que sou, enfim, tradicional?

Nessa brincadeira com o pé-de-cabra, o tempo foi passando e acabei achando que já estava na hora de fazer experiências novas com o mesmo pé-de-cabra, só que agora, fora de casa. Sim, pois já que não havia conseguido grande sucesso tentando abrir aquelas caixas conhecidas que moravam comigo, marido, filhos, pai, mãe, irmãos, quem sabe conseguisse... com os amigos?
Animei-me! Fui à luta. Eu e o meu inseparável pé-de-cabra. A essa altura eu já havia aprendido, no mínimo, a saber o que NÃO fazer nas minhas tentativas. Mas pasmem: fiz pior!  Algumas vezes fui delicada demais e enquanto eu arrancava os pregos demoradamente... a oportunidade havia passado. Em outras, investia com fúria e descobria que o esforço não valia a descoberta. Em outras ainda até consegui com facilidade, mas a responsabilidade de cuidar de todo o conteúdo da caixa era assustadora. 

Talvez devesse mesmo desistir desse negócio de pé-de-cabra, afinal, de onde veio essa idéia? Por que isso sempre é colocado no berço das mulheres quando cada uma nasce?  Sim, quero saber!
Acabei descobrindo algo com isso: Sou uma mulher. Apenas uma mulher. Mulheres, em geral, não tem muita intimidade com ferramentas pesadas e nem precisam ter. Pegar pesado não é o nosso papel. Mulher tem papel diferente de homem sim! Homens pegam pesado.
Delicadeza é a nossa ferramenta. Delicadeza com firmeza torna-se nossa melhor alavanca. Com elas conseguimos abrir os containers mais bem vedados, partimos os ferrolhos mais enferrujados e descobrimos verdadeiros tesouros. E com uma vantagem: se as coisas não forem ou não saírem como esperamos, usamos a delicadeza e a firmeza para completarem o serviço sem marcas. 
É. Decidi: Vou vender meu pé-de-cabra. Talvez alguém ainda ache interessante comprar algo assim para um uso tão insólito. Mas vou avisar a quem comprar: só use com absoluta consciência de que não há outro recurso. Mas vou vender. Ele já me deu tantos prejuízos que preciso de ressarcimento. Por quanto vou vender? Boa pergunta! Como calcular o valor de algo que já não tem mais valor? Valor sentimental? Sem essa! Que sentimento terei por algo que durante anos torturou tantas pessoas que amei e que acabaram sendo feridas ou ferindo?
Não. Não posso vender. Já sei. Vou guardá-lo no fundo da minha caixa de ferramentas e deixá-lo por lá sem que ninguém mais tenha acesso a ele. Não o darei à minha filha ou à minha sobrinha*. Quero ensiná-las a usar a delicadeza aliada a firmeza. Elas nunca saberão que um dia houve um pé-de-cabra.



* ou à minha neta! Em abril de 2002 qd espremi essa polpa, nem sonhava com a possibilidade de ter uma neta. Hj isso já é uma possibilidade!

Não voltei de férias ainda, mas hj vasculhando "alfarrábios" (nooossa q palavra antiga!), encontrei essa polpa e antes q estragasse, resolvi postar. 

Até a volta! 



quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Vou e volto

Pois é. Mal comecei e já estou de férias. Ainda bem q não tenho muitos seguidores, aliás só tenho um e é dotado de um entendimento q muitos não teriam. Valeu, Sergíssimo!


Se por acaso alguém der um "google" e me encontrar, por acaso,  saiba q eu volto, mas no momento, estou operando em alta, como diria um amigo meu.

De repente, e digo, de repente mesmo, a vida da gente muda de rumo, planos são mudados, novas prioridades surgem e isso... de repente. Eu gosto desse movimento da vida e até prefiro, do q ter uma vida estancada pelo nada. A minha está se movendo, girando, rodando, trazendo novidades que em breve todos saberão. E estou feliz. Isso basta.

Por hj é só. Só tenho tempo pra pensar, por enquanto. O meu momento agora é de preparar um novo caminho prá receber alguém muito especial e que vai chegar e roubar a cena! Não vejo a hora!

Então, até a volta! Ces't la vie! Eu avisei q não tinha disciplina pra ser blogueira... Eu avisei...